24 de jun de 2010

Tragédia em municípios alagoanos

Esta primeira foto é de São José da Laje, uma pequena cidade do interior de Alagoas, próxima à divisa com o estado de Pernambuco, no caminho para Garanhuns. A tomei na minha primeira visita no local, quando tive a oportunidade de participar em um curso no pólo de educação a distância que a UFAL e a prefeitura mantém na cidade. Por esse motivo precisei visitar o local várias vezes e sempre para mim foi uma satisfação ter essa oportunidade de compartilhar com pessoas maravilhosas e ávidas de saber.

No sábado passado, 19 de junho, não pude acreditar nas notícias e imagens que começaram a ser divulgadas sobre as violentas inundações nessa cidade e outras da região (Branquinha e União dos Palmares), nas quais também conhecemos muitos professores que participam em nossos cursos.

A vida tranquila desses locais se transformou em terror em questão de poucas horas como pode ser visto nesta galeria de imagens e vídeo.

Sabendo disso, no domingo, minha esposa e eu entramos em contacto com algumas pessoas que apareceram nos primeiros telefones divulgados para receber ajuda e fizemos nossa parte doando quatro colchões e um triliche, assim como roupas de cama, cobertores e outras roupas que tínhamos na casa.

Tive vontade, mas finalmente não tentei levar pessoalmente as doações para o local porque havia notícias de que a estrada estava tomada pelas águas em um trecho. Considero que essa pequena, mas imediata ajuda, seria muito bem-vinda pelas pessoas que perderam tudo.

Além disso, observo com alegria como o povo de Maceió se mobilizou e em todas partes existem agora postos de arrecadação de doações para as vítimas dessas enchentes, além da ajuda federal e de outras regiões, que aos poucos está chegando e se efetivando nas áreas atingidas.

Considero que ajudar nestes casos é também sinónimo de educação.

Estamos ansiosos por ter outras notícias (melhores se possível) - já tivemos quando o número final de desaparecidos diminuiu consideravelmente-,  mas também gostaria muito que num futuro não muito distante consigamos retornar para as aulas com tranquilidade, pois os estudos e o desenvolvimento humano na região também são necessários.